quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Interação Junior - 11 de Novembro de 2015

As bolsistas Andressa e Larissa coordenadas pela Professora Luana participaram do interação Junior da FURB desenvolvendo a oficina: O Jogo das Palavras.  O ensino de Língua Portuguesa engloba diferentes faces de usos da língua(gem); dentre eles, está a ortografia. Como todas as regras ortográficas são fruto de uma convenção social, a fim de padronizar a escrita, é importante compreendê-las para os usos da língua padrão - quem não “domina” a convenção da escrita é discriminado em uma sociedade grafocêntrica. A atividade proposta na oficina consistiu na leitura do Livro A Grande Fábrica de Palavras para, posteriormente, desenvolver-se uma gincana na qual os alunos foram divididos em grupos. A cada rodada as equipes escolheram um representante para escrever no quadro palavras ditadas pelas acadêmicas. A partir da gincana, as escolas receberam um material contendo jogos para sistematizarem as normas de escrita, permitindo que os próprios estudantes expliquem as regularidades da língua. 
Foram ofertados dois horários para a oficina: 8h20min até 9h; 9h até 9h30min, totalizando 80 alunos participantes das redes públicas dos municípios de Ilhota e Timbó, SC.








quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Mês de Setembro na Machado de Assis: Projeto “Que Brasil é esse?”

O mês de Setembro foi bem agitado no 8º ano A, os alunos em duplas fizeram pesquisas sobre as heranças deixadas ao Brasil por povos como os alemães, espanhóis, italianos, japoneses, indígenas, africanos, açorianos e holandeses. Com essas pesquisas os alunos fizeram cartazes para apresentar. Bem a primeira versão desses cartazes não ficou lá muito boa, nem o cartaz nem a apresentação, então a professora supervisora e as bolsistas interviram explicando o cartaz (como fazer) e também dando dicas de como apresentar um trabalho em cartazes, sem se apoiar no quadro ou sem ler o cartaz todo. E o resultado??? Foi magnífico depois da intervenção do PIBID os alunos provaram que aprenderam a elaborar cartazes maravilhosos e também apresentaram muito bem!
Outro assunto trabalhado com o 8º ano A foi as regiões dos Brasil. Nessas aulas as bolsistas com a orientação da professora supervisora falaram sobre culinária, festas, trajes típicos e  variação linguística em cada região do Brasil.
Texto redigido por Andressa Regiane Gesser

Bolsistas: Ana, Andressa e Larissa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

J. K. Rowling e o Conflito dos Três Irmãos

No dia 25 de setembro os alunos do segundo ano do ensino médio da escola Carlos Maffezzolli começaram a estudar as partes que compõem o conto.
Para iniciar, foram trabalhados os conceitos de enredo, que é a união de todas as partes do conto, e depois os de conflito, que é essencial para manter o leitor preso ao texto. O conflito se dá por meio do diálogo, quando há discórdia no texto, mesmo que o diálogo não esteja explícito por ser escrito em terceira pessoa.
Com o intuito de levar a realidade e o contemporâneo para a sala de aula, decidimos trazer textos que fazem parte do cotidiano dos alunos. Assim, mostramos que J. K. Rowling não escreveu apenas a saga do bruxinho Harry Potter, mas também contos.
A escritora britânica ficou famosa com a saga Harry Potter, mas já publicou outros livros, um inclusive para adultos, além de começar uma nova sequência, agora de romance policial. Segundo a revista Forbes (2004), J. K. Rowling foi a primeira pessoa a ficar bilionária, em dólares, escrevendo livros e, em 2006, a mesma revista a nomeou como a segunda personalidade feminina mais rica do mundo.
O conto escolhido foi "O Conto dos Três Irmãos", pois além de ser o mais famoso, ainda poderíamos fazer uso dos recursos multimídia. O conto foi narrado, no último livro e filme da saga Harry Potter, pela personagem Hermione Granger, que é a melhor amiga do protagonista.
O Conto dos Três Irmãos conta a história de três irmãos bruxos que querem atravessar um rio. Para isso, usam magia e constroem uma ponte. No meio da ponte aparece a morte, indignada por não ter conseguido a alma dos irmãos. E esse é o conflito da estória, onde o conto passa a narrar em terceira pessoa o diálogo entre a morte e os irmãos. Nesse momento a morte dá presentes aos bruxos: uma varinha, uma pedra e uma capa que são o motivo dos futuros acontecimentos no conto.

O conto está presente no livro "Os contos de Beedle, o Bardo", escrito por J. K. Rowling e que conta com mais quatro histórias: O Mago e o Caldeirão Saltitante, A Fonte da Sorte, O Coração Peludo do Mago e Babbity, a Coelha, e seu Toco Gargalhante. O vídeo que passamos aos alunos está no final da postagem e foi retirado do último filme da saga Harry Potter: Harry Potter e as Relíquias da Morte.

J. K. Rowling
Capa do livro "Harry Potter e as Relíquias da Morte"
Capa do livro "Os Contos de Beedle, o Bardo"
Personagem Hermione Granger (Emma Watson) que narra o conto no filme
Os três irmãos fazendo uma ponte com magia para atravessar o rio
A Morte leva o terceiro irmão
Símbolo das Relíquias da Morte







O Fantástico na Ilha de Cascaes

Após trabalhar com as lendas do livro Lendas e Causos de Santa Catarina, o 2° ano do ensino médio matutino da escola Carlos Maffezzolli partiu para os contos com Franklin Cascaes.
As atividades iniciadas em agosto tinham como propósito retomar os contos da Ilha de Santa Catarina, introduzindo o gênero textual contos. O livro O Fantástico na Ilha de Santa Catarina de Franklin Cascaes traz histórias fascinantes envolvendo bruxas: grande personagem do folclore local.
O grande pesquisador da cultura açoriana, Franklin Cascaes, nasceu na praia de Itaguaçu em Florianópolis e teve seu trabalho divulgado apenas aos 66 anos de idade. Além da cultura açoriana em Santa Catarina, Cascaes também dedicou sua vida aos estudos sobre religião, visando os aspectos folclóricos e culturais. Em seus contos, utiliza-se da fonética para reproduzir a variação linguística local.
Os alunos tiveram contato com dois contos do autor: Vassoura Bruxólica e Velha Bruxa Chefe. Segue o conto da Vassoura Bruxólica:

Vassoura Bruxólica (1946)[1]
(Franklin Cascaes)

"É, neste mundo de Deus, há muitos mistérios e esta gente simples aqui da Ilha vive estas coisas quase como uma realidade. Meus lobisomens, bruxas, demônios e boitatás existem". Sempre foi crença do povo hospitaleiro desta Ilha dos famosos bois de mamão que, na Sexta-Feira-Santa, não se deve tomar instrumentos de trabalho para usá-los, seja qual finalidade for. É também costume tradicional deste povo, descendentes de colonos açorianos, que, na Sexta-Feira-Santa, a partir de zero hora, devem banhar-se nas ondas do mar, levando consigo animais domésticos, para purificarem-se e protegerem-se de todos os males do corpo físico e espiritual. As águas colhidas nesta hora servem para todo o tipo de cura. É a fé, longínqua dos tempos, aliada a superstição, ao medo e ao amor pela conservação do corpo físico, na cura dos males que atacam o homem em franca vivencia espiritual e física com o seu Deus. As forças atuantes de práticas religiosas freiam os instintos animalescos do homem, encaminhando-o, espiritualmente, para viver com bons modos junto com o seu Deus, com a cultura, na sociedade e consequentemente com o seu próximo. Entrementes, sempre aparecem nos meandros desses cenários fantásticos, e outros moderados, pessoas que se arrojam contra os poderes divinos, maltratando esses conjuntos de sociedades freadoras, veículos insubstituíveis de abrandamento de sofrimentos que martirizam e acoitam a criatura humana. Um caso de desrespeito espiritual aconteceu há muitos anos passados, lá pras bandas do sul da Ilha de Santa Catarina. A Maria Vivina, moradora da praia dos Naufragados, fez uma aposta com a Carrica, de que, na Sexta-Feira-Santa daquele ano, ela tomaria uma vassoura e com a mesma, varreria o quintal de sua casa e, certeza tinha, nada lhe aconteceria de extraordinário. Apostaram um par de tamancos contra uma botina. E firmaram a promessa da aposta, casando-a. Quando a Vivina deu a primeira varredela, a vassoura soltou-se de suas mãos qui nem um relâmpago, metamorfoseou-se em bruxa, ganhou altura sobre o morro do Ribeirão da Ilha e desapareceu, num repente, no espaço sideral das alturas incomensuráveis da quimera. A Maria Vivina caiu de joelhos no terreiro, rezou e pediu perdão aos céus pelo ato impensado que havia cometido contra as ordens divinas, chorando copiosamente. A Carrica abraçou-se com ela e ambas choraram e sentiram o amargo do néctar da desobediência humana. Nenhuma das duas era bruxa, porque a vassoura, que e um instrumento de montaria de bruxas, foi embora, viajar pelo espaço sideral, sozinha. Oh! Minha querida Ilha de Santa Catarina de Alexandria, és a graciosa sereia que repousa sobre brancas areias de comoros errantes, sambaquis seculares, banhada pelas ondas acasteladas do oceano, perfumada pela brisa acariciante dos ventos e enxuta com as toalhas felpudas dos raios solares que beijam calorosamente seu corpo mitológico”.



[1] Em O fantástico na Ilha de Santa Catarina (2014), você encontra este conto nas p.85-7.

Livro "Lendas e Causos de Santa Catarina"

Livro "O Fantástico na Ilha de Santa Catarina"

Franklin Cascaes 

Imagens do livro "O Fantástico na Ilha de Santa Catarina"
Imagem do conto "Vassoura Bruxólica"
Imagem do conto "Velha Bruxa Chefe"



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Subprojeto de Letras/Português inicia em nova escola

            O mês de agosto foi dedicado para o início de um novo projeto na escola básica municipal Machado de Assis, Blumenau – SC. As bolsistas Ana Carolina, Andressa e Larissa encontraram-se com a nova supervisora, Silvane Oliveira, na primeira formação do Subprojeto do II semestre de 2015, para então irem à escola conhecer o ambiente e os alunos com os quais irão trabalhar.
            O primeiro contato com o 8º ano foi uma observação das aulas da professora supervisora. Após alguns encontros entre supervisora, coordenadora e bolsistas, foi pensando em um projeto para a escola: o Brasil e o texto dissertativo. No projeto os alunos terão a oportunidade de conhecer melhor o país em que residem, como culinária, cultura, política, religião, variedades linguísticas etc. O próximo encontro com a turma foi dedicada para aplicação da proposta textual, em que eles deveriam escrever um texto dissertativo.

“Em alguns textos percebi que eles falaram sobre o poder jurídico, executivo e legislativo do país. Perguntei com quem eles aprenderam isso e me responderam que foi com o professor de história.”

            O projeto pretende ser interdisciplinar, e a partir dessa observação de uma das bolsistas, o grupo percebeu que poderá ser possível essa junção de disciplinas. Neste mês percebeu-se que a escola também é lugar de confraternização:

“Hoje a escola comemorou 109 anos. Quando chegamos fomos convidadas pela supervisora a compartilharmos do bolo comemorativo.”


            A primeira aula expositiva serviu para as bolsistas apresentarem um pouco do Brasil para os alunos: “Nessa aula separamos os alunos em duplas para que eles fizessem uma pesquisa sobre os grupos de colonizadores presentes no país. Cada dupla anotou qual era o seu, vamos ver se na próxima aula trarão a pesquisa feita.” Foi marcado também um encontro no LIFE – Laboratório de Informática, localizado na FURB – no período do contra turno para que os alunos pudessem montar a apresentação da pesquisa.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Desvendando os Mistérios do ENEM

         Após a finalização do trabalho com o personagem folclórico Mão de Onça, as bolsistas Tamires, Nicole e Manuelle se juntaram com a professora/supervisora Roseane para decidir o tema que seria estudado durante o próximo semestre de 2015.
            Como a turma das bolsistas é o Terceirão, ou seja, a 3ª série do Ensino Médio, o tema que pareceu ser mais adequado para ser estudado foi o ENEM e consequentemente os demais vestibulares existentes em nosso país. Mas como trabalhar um assunto tão “pesado” quanto o ENEM de uma maneira que os alunos se interessem pelas aulas? Pois então, esse é o desafio que as bolsistas terão de encarar.

            Algumas ideias foram surgindo, e para iniciar o projeto de uma maneira não tão maçante, as bolsistas decidiram levar para a sala de aula um jogo chamado “O Jogo da Inteligência”. O jogo trabalha de uma maneira divertida alguns conhecimentos da Língua Portuguesa, como: verbos, adjetivos, pronomes, artigos definidos e indefinidos etc. O jogo deveria ser disputado individualmente, porém, como a turma é grande, as bolsistas decidiram realizar o jogo em duplas/trios.

A Experiência: como funcionou o jogo

            Uma das bolsistas fez as perguntas, lendo as alternativas três vezes para que os alunos pudessem compreender bem o que lhes era perguntado; eles discutiram em seus grupos e escolheram uma alternativa correta; outra bolsista passou de carteira em carteira observando a alternativa que cada grupo escolheu; a bolsista que leu as perguntas também deu a alternativa correta aos estudantes, e dependendo da resposta de cada grupo eles marcavam os pontos (ou não). Ao final do jogo, nenhum grupo acertou todas as respostas, que eram 20, mas um dos grupos acertou 19, então eles foram considerados os vencedores da atividade. Apesar de nenhuma equipe ter acertado todas as questões, a turma, de uma maneira geral, foi muito bem durante a atividade.

            Opinião das bolsistas: foi uma atividade diferente e que prendeu a atenção dos alunos a aula inteira. Dúvidas também foram tiradas durante as perguntas e respostas do jogo e percebemos que a turma realmente se interessou pelo assunto, por isso indicamos esse jogo para quem deseja transformar uma aula que seria considerada como “chata” em uma atividade na qual os alunos aprendem de uma maneira divertida. (Tamires e Nicole)

Os alunos durante a aula:




Cartela do jogo:


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Nossas lendas são humorísticas

Na manhã da sexta-feira dia 14 de agosto, as pibidianas do subprojeto de Letras-Português da Escola Professor Carlos Maffezzolli da cidade de Guabiruba, juntamente com seus alunos, concluíram o projeto de humor com apresentação e exposição dos trabalhos na escola.
O evento teve início na escola às 10h após os últimos ensaios e foi dividido em duas grandes partes: apresentações orais e exposição de trabalhos, sendo que a primeira foi dividida entre apresentações de lendas locais e de stand up commedy. Além de uma breve introdução do programa PIBID e do projeto dada pelas próprias pibidianas, professora-supervisora e coordenadora do projeto.
As integrantes do projeto contaram para todo o público que incluía, além de todo o ensino médio matutino da escola, o 9° ano do ensino fundamental que foi convidado juntamente com seus professores, sobre o programa e os projetos que estavam sendo realizados na escola, lembrando os alunos do 9° ano que logo estarão no ensino médio e terão o mesmo contato com o PIBID que nossos alunos têm agora.
Em seguida, os alunos do 2° ano leram uma breve explicação sobre o Dragão de Guabiruba, presente no livro Guabiruba de Todos os Tempos de Saulo Adami e Tina Rosa. Após, os alunos leram a lenda que eles mesmos escreveram sobre o Dragão, lembrando que lendas são transmitidas oralmente e que, com o passar dos anos, alguém decide escrever e reuni-las em um livro, sendo assim, eles foram os primeiros a escreverem a lenda do Dragão de Guabiruba.
Para concluir, os alunos do 3° ano, fecharam com chave de ouro o projeto humorístico envolvendo as lendas locais, contando através do stand up, as piadas do Mão de Onça, personagem folclórico de Guabiruba, criado e interpretado por Genésio Gums. O nome “Mão de Onça” se deu por ser goleiro e ter as mãos muito grandes.


Como disse a doutora Otília, nossa coordenadora, ao final das apresentações, o trabalho realizado pelos alunos em acompanhamento das pibidianas foi surpreendente e superou todas as expectativas. Para encerrar a manhã e o projeto, a doutora convidou todos os participantes a prestigiarem a exposição de trabalhos organizada pelo 2° ano do ensino médio.

Os trabalhos expostos foram os origamis de dragão feitos pelos próprios alunos, com direito a explicação dos mesmos sobre como fazer origamis de dragão e os desenhos interpretativos das dez espécies de dragão do livro Animais Fantásticos e Onde Habitam de J. K. Rowling, todos pendurados no teto do ambiente com trechos explicativos. A exposição ainda continha, em destaque, a espécie escolhida pelos alunos como a mais próxima do nosso dragão: meteoro-chinês.









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